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O PODER DA ECONOMIA INSTANTÂNEA E DO MUNDO DIGITAL NAS ESTRUTURAS MUSICAIS DE HOJE

O PODER DA ECONOMIA INSTANTÂNEA E DO MUNDO DIGITAL NAS ESTRUTURAS MUSICAIS DE HOJE

É um facto de que a rádio desde há muitos anos influencia como as músicas são produzidas, devido à necessidade de poderem passar mais músicas em menos tempo de airplay, onde a barreira dos 3 minutos por música era regra e agora com uma par de estudos publicados na Musicae Scientiae, a revista da Sociedade Europeia das Ciências Musicais Cognitivas pela Leveille Gauvin descobriu que atenção do ouvindo decresceu consideravelmente devido ao rápido crescimento da audição musical através das plataformas de streaming e que devido a este facto, as músicas tem sofrido consideráveis alterações, onde os artistas tentam captar a atenção do ouvinte cada vez mais rápido.

Nós ainda ouvimos músicas antigas onde existem intros de 20 segundos, contudo agora ouvimos músicas como a ‘Sugar’ o hit de 2015 dos Marron 5 onde a voz entra passados 7 segundos.

O estudo que o Spotify realizou em 2014 vem comprovar este facto, pois cerca de 21% das músicas são apenas ouvidas durante os primeiros 5 segundos, e mais uma vez, sabendo-se disto, várias produções desde essa data levaram a ficarem mais rápidas na introdução vocal e quase que sem intro.

Sim, é um facto de que vivemos numa sociedade de ‘fast food’ económico e espero não pecar por dizer quase que social, onde o digital está na ponta dos nossos dedos em segundos. Também na nossa humilde opinião, conseguimos ver beleza num intro bem criado, mas ao longo dos anos, foi algo que começou a ser quase que regra, ter músicas com intros longos não que fosse uma necessidade para que a música ficassem espectacular mas sim mais na forma da música ficar classificada como completa. Não há nada de mal em ter intros pequenos ou quase que instantaneamente sermos levados directos para o refrão, mas isto desde que não se torne uma regra imposta!

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